Só pra divulgar um blog novo, escrito por mim e pela Renatinha:
http://twocoldfingers.blogspot.com/
Muito bom, viu...
Eu ainda não lí, mas minha vizinha leu e disse que está muito bem escrito!
Vale a pena dar uma olhada, isso eu garanto!!!!!
Bjo nas crianças...
Quarta-feira, 26 de Março de 2008
Segunda-feira, 10 de Março de 2008
Rumo à seriedade...
Finalmente nós temos um LastFM e um MySpace do Projeto Murphy...
(abençoada seja a Renatinha!!!!!!!)
Já tem 3 músicas pra ouvir por lá... o plano é gravar decentemente todas músicas que já temos e colocar nos sites!!!
Claro que "plano" não significa bosta nenhuma para o Projeto (assim como "decentemente"...), mas prometo que faremos isso o quanto antes!!!
Os endereços, para os interessados, são:
http://www.myspace.com/projetomurphy
e
http://www.lastfm.com.br/music/Projeto+Murphy
Sem esquecer a comunidade do Orkut:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=16245851
Enquanto isso, estamos tentando conseguir contatos e arranjar shows em São Paulo e até em outras cidades...
Se tudo correr bem, Campinas em breve também terá a chance de ouvir, pular, cantar e se embebedar ao som do Projeto Murphy... assim como a Pompéia!!!!!
Aguerdem novas noticias...
(ou não)
Bjo nas crianças...
PS: preciso fazer aqui meus devidos agradecimentos à Paula, esquecidos no post passado... obrigado por me acalmar antes do show, me fazendo cantar Fresno, NXZero e "I'm sorry, I can't be perfeeeeect..."! Gritar e me jogar na parede fez um bem danado à minha auto-estima...!!!!!!
(abençoada seja a Renatinha!!!!!!!)
Já tem 3 músicas pra ouvir por lá... o plano é gravar decentemente todas músicas que já temos e colocar nos sites!!!
Claro que "plano" não significa bosta nenhuma para o Projeto (assim como "decentemente"...), mas prometo que faremos isso o quanto antes!!!
Os endereços, para os interessados, são:
http://www.myspace.com/projetomurphy
e
http://www.lastfm.com.br/music/Projeto+Murphy
Sem esquecer a comunidade do Orkut:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=16245851
Enquanto isso, estamos tentando conseguir contatos e arranjar shows em São Paulo e até em outras cidades...
Se tudo correr bem, Campinas em breve também terá a chance de ouvir, pular, cantar e se embebedar ao som do Projeto Murphy... assim como a Pompéia!!!!!
Aguerdem novas noticias...
(ou não)
Bjo nas crianças...
PS: preciso fazer aqui meus devidos agradecimentos à Paula, esquecidos no post passado... obrigado por me acalmar antes do show, me fazendo cantar Fresno, NXZero e "I'm sorry, I can't be perfeeeeect..."! Gritar e me jogar na parede fez um bem danado à minha auto-estima...!!!!!!
Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2008
E afinal, como foi o maldito show, Brancatelli...?
Depois de 48 horas, eu já me sinto pronto para expressar todos meus sentimentos sobre a tão aguardada (pelo menos por mim) primeira apresentação do Projeto Murphy para mais de... bem, para mais de 6 pessoas!!!
Depois de 3 anos de banda, finalmente tocamos para um publico grande (acho que devia ter mais de 50 pessoas, se pá!!!) e o show não podia ser mais a cara do Projeto...
Principalmente porque Murphy resolveu dar uma passada para ver se estavamos honrando o seu nome...!
Bom, vamos desde o começo:
Depois de um bom ensaio no sábado, nós nos sentiamos prontos para abalar as estruturas da musica brasileira e entrar de cabeça no primeiro time formado por nomes como Ivete Sangalo, Charlie Brown Jr e Babado Novo. Com essa confiança toda, posso dizer que comecei o dia 24 de um único jeito:
Tremendo!!!
Depois de passar confirmando horários com os mais desavisados e distribuindo os convites que faltavam, coloquei minha guitarra no carro, peguei as partes necessárias da bateria na casa do Brás (cortesia da nossa amiga Mírian, que sempre irá morar nos nossos corações), passei na casa da (nossa empresária profissional) Renatinha para pegar o telefone de um dos organizadores e fui para a frente da Cásper, pegar o Marcelo (que depois descobriu ter esquecido o ingresso em sua casa, na Pompéia, e entrou no show usando um bem vindo - e até aquele momento desconhecido - ingresso VIP) e o Velho Punk, as 4 e meia.
Quase que por milagre, o Marcelo estava lá na hora marcada (e por isso ele sempre irá morar no meu coração)... o que não pode se dizer do nosso baterista, que por culpa da chuva, ainda não havia saído de sua casa, na Zona Norte. Mas finalmente, uma hora e dez minutos depois, lá estava ele na Paulista, com um sorriso que me impediu de enfiar suas próprias baquetas em um lugar onde a luz não bate.
Chegamos no SubJazz as 6 e qualquer coisa, esperando que tivesse acontecido algum atraso com as bandas, visto que estávamos marcados para tocar láááá pelas 6. Para nossa surpresa, descobrimos que o atraso aconteceu mesmo, e que tocaríamos apenas as 8 e meia da noite!!!!!!! Após comunicarmos nossos fãs que já estavam no local, fomos conhecer o palco onde faríamos nossa estréia. Adentramos a casa escura, passamos por uns garotos de 15 anos jogando sinuca como se já tivesse idade o suficiente para beber e cruzamos a porta que dava para o forno... digo, para o palco! E foi então que eu descobri minha visão do Inferno era muito ingênua, pois eu ainda não conhecia o SubJazz!!!
Falar mais que isso seria diminuir o inpacto que aquele lugar nos causou. O som era ruim, o vocal era inexistente e as bandas... meu Deus, as bandas... eram formadas por crianças que achavam que NXZero, Fresno e a Dança do Créu foram o ponto alto da música mundial do ano passado. E o público não ficava atrás, olhando para aquelas bandas como se assistissem a Carlos Santana tocando no Woodstock...
O tempo foi passando e, perto das 8 e meia, fui falar com o garoto gordo e folgado que estava com a lista de bandas. Perguntei quantas bandas tocariam antes da entrada triunfal do Projeto Murphy, e para a minha feliz surpresa ele disse que eramos a próxima!
Avisei todos os meus miguxos, convoquei a banda e nos concentramos ao lado do palco, já com nossos intrumentos. Quando a banda deu seu último acorde e já nos preparávamos para subir, percebemos que um rapaz já estava montando sua bateria no palco. Dissemos que NÓS eramos a banda que tocaria, e ele disse que ELES eram a banda que tocaria. Como eles já estavam com tudo no palco, resolvemos deixa-los tocar e ficamos esperando por lá mesmo.
Depois de covers emos e uma versão bizonha em português de "I'm sorry, I can't be... perferct", eles se despediram do público e deram lugar à real atração da noite.
Sim, era a nossa vez!!!
Subimos no palco, arrumamos a bateria, afinamos as guitarras, testamos o microfone e quando eu estava prestes a dar um B seguido de um G#m, um C#m e um F#, o Chapchap me vira e diz, com terror nos olhos:
- O amplificador não tem distorção.
Nesse momento, um flashback vem à minha cabeça, e eu lembro nitidamente de ler o e-mail mandado por um dos "organizadores" do evento dizendo "os amplis têm entrada para pedaleira, mas vocês também podem usar a distorção deles mesmos"... sim, eu estava com uma pedaleira, e o Chapchap também estava com a dele, mas não tinhamos cabos o bastante. Depois de implorarmos por um cabo pelo microfone e imaginarmos que músicas tirar do set, eis que surge uma pessoa em seu cavalo branco, segurando um cabo de guitarra com um sorriso no rosto e um brilho em seus olhos azuis...
Sim, seu nome era Rodrigo Brancatelli, e ele estava lá para ajudar seu irmão mais novo!
Com tudo pronto, iniciamos a primeira música, Outro Canto... a qual confesso que errei bastante. Ao final, aumentamos a guitarra do Chapchap (que ficou quase imperceptível) e o vocal. Passamos para Por Você e emendamos Todo o Sentido (que mesmo com o Velho Punk se perdendo no meio da música, ficou até aceitável para aqueles que não a conheciam).
Foi nessa hora que um dos caras da produção, um garoto de chapéu na cabeça e menos de 15 anos na cara, nos disse que tinhamos tempo para apenas mais duas músicas. Perguntamos incrédulos "O QUE???", e ele repetiu o que tinha dito. Disse que haviamos demorado demais para arrumar as coisas (por culpa deles!!!) e que estava tudo muito atrasado e que teriam que encurtar ainda mais nosso show. Apesar das vaias do público, resolvemos tocar para não perder mais tempo. Tocamos Solidão quase que perfeita, e ao final de mais uma discussão com a criança de chapéu, conseguimos tempo para tocar mais duas músicas. Tocamos Say It Ain't So (uma das covers que tinhamos preparado) e imendamos Aquilo Que Eu Finjo Ser, considerada pela maioria como o ponto alto da noite. Ao tirar o equipamento do palco, só recebemos elogios, provando que o público que estava lá para nos assistir era o melhor que poderíamos ter! E por isso que, mesmo com a falta de organização, mesmo com a merda de som, mesmo com produtores de menos de 15 anos querendo ferrar a gente, mesmo tocando em um lugar que só pode ser descrito como tenebroso e mesmo com músicas tocadas 2 vezes mais rápidas do que deveriam ser, toda a noite valeu a pena!
Esse post é, acima de tudo, para agradecer a todos aqueles que ficaram naquele lugar até as 9 e meia da noite, mesmo que rodeados de emos e mesmo com a cerveja a 3 reais...
A todos aqueles que aguentaram até o fim apenas para assistir 4 babacas se divertirem...
Só posso dizer muito obrigado!!!!!
Prometemos que acontecerão outros shows...
E que serão muito melhores!!!!!
Quem viver, verá...!
Depois de 3 anos de banda, finalmente tocamos para um publico grande (acho que devia ter mais de 50 pessoas, se pá!!!) e o show não podia ser mais a cara do Projeto...
Principalmente porque Murphy resolveu dar uma passada para ver se estavamos honrando o seu nome...!
Bom, vamos desde o começo:
Depois de um bom ensaio no sábado, nós nos sentiamos prontos para abalar as estruturas da musica brasileira e entrar de cabeça no primeiro time formado por nomes como Ivete Sangalo, Charlie Brown Jr e Babado Novo. Com essa confiança toda, posso dizer que comecei o dia 24 de um único jeito:
Tremendo!!!
Depois de passar confirmando horários com os mais desavisados e distribuindo os convites que faltavam, coloquei minha guitarra no carro, peguei as partes necessárias da bateria na casa do Brás (cortesia da nossa amiga Mírian, que sempre irá morar nos nossos corações), passei na casa da (nossa empresária profissional) Renatinha para pegar o telefone de um dos organizadores e fui para a frente da Cásper, pegar o Marcelo (que depois descobriu ter esquecido o ingresso em sua casa, na Pompéia, e entrou no show usando um bem vindo - e até aquele momento desconhecido - ingresso VIP) e o Velho Punk, as 4 e meia.
Quase que por milagre, o Marcelo estava lá na hora marcada (e por isso ele sempre irá morar no meu coração)... o que não pode se dizer do nosso baterista, que por culpa da chuva, ainda não havia saído de sua casa, na Zona Norte. Mas finalmente, uma hora e dez minutos depois, lá estava ele na Paulista, com um sorriso que me impediu de enfiar suas próprias baquetas em um lugar onde a luz não bate.
Chegamos no SubJazz as 6 e qualquer coisa, esperando que tivesse acontecido algum atraso com as bandas, visto que estávamos marcados para tocar láááá pelas 6. Para nossa surpresa, descobrimos que o atraso aconteceu mesmo, e que tocaríamos apenas as 8 e meia da noite!!!!!!! Após comunicarmos nossos fãs que já estavam no local, fomos conhecer o palco onde faríamos nossa estréia. Adentramos a casa escura, passamos por uns garotos de 15 anos jogando sinuca como se já tivesse idade o suficiente para beber e cruzamos a porta que dava para o forno... digo, para o palco! E foi então que eu descobri minha visão do Inferno era muito ingênua, pois eu ainda não conhecia o SubJazz!!!
Falar mais que isso seria diminuir o inpacto que aquele lugar nos causou. O som era ruim, o vocal era inexistente e as bandas... meu Deus, as bandas... eram formadas por crianças que achavam que NXZero, Fresno e a Dança do Créu foram o ponto alto da música mundial do ano passado. E o público não ficava atrás, olhando para aquelas bandas como se assistissem a Carlos Santana tocando no Woodstock...
O tempo foi passando e, perto das 8 e meia, fui falar com o garoto gordo e folgado que estava com a lista de bandas. Perguntei quantas bandas tocariam antes da entrada triunfal do Projeto Murphy, e para a minha feliz surpresa ele disse que eramos a próxima!
Avisei todos os meus miguxos, convoquei a banda e nos concentramos ao lado do palco, já com nossos intrumentos. Quando a banda deu seu último acorde e já nos preparávamos para subir, percebemos que um rapaz já estava montando sua bateria no palco. Dissemos que NÓS eramos a banda que tocaria, e ele disse que ELES eram a banda que tocaria. Como eles já estavam com tudo no palco, resolvemos deixa-los tocar e ficamos esperando por lá mesmo.
Depois de covers emos e uma versão bizonha em português de "I'm sorry, I can't be... perferct", eles se despediram do público e deram lugar à real atração da noite.
Sim, era a nossa vez!!!
Subimos no palco, arrumamos a bateria, afinamos as guitarras, testamos o microfone e quando eu estava prestes a dar um B seguido de um G#m, um C#m e um F#, o Chapchap me vira e diz, com terror nos olhos:
- O amplificador não tem distorção.
Nesse momento, um flashback vem à minha cabeça, e eu lembro nitidamente de ler o e-mail mandado por um dos "organizadores" do evento dizendo "os amplis têm entrada para pedaleira, mas vocês também podem usar a distorção deles mesmos"... sim, eu estava com uma pedaleira, e o Chapchap também estava com a dele, mas não tinhamos cabos o bastante. Depois de implorarmos por um cabo pelo microfone e imaginarmos que músicas tirar do set, eis que surge uma pessoa em seu cavalo branco, segurando um cabo de guitarra com um sorriso no rosto e um brilho em seus olhos azuis...
Sim, seu nome era Rodrigo Brancatelli, e ele estava lá para ajudar seu irmão mais novo!
Com tudo pronto, iniciamos a primeira música, Outro Canto... a qual confesso que errei bastante. Ao final, aumentamos a guitarra do Chapchap (que ficou quase imperceptível) e o vocal. Passamos para Por Você e emendamos Todo o Sentido (que mesmo com o Velho Punk se perdendo no meio da música, ficou até aceitável para aqueles que não a conheciam).
Foi nessa hora que um dos caras da produção, um garoto de chapéu na cabeça e menos de 15 anos na cara, nos disse que tinhamos tempo para apenas mais duas músicas. Perguntamos incrédulos "O QUE???", e ele repetiu o que tinha dito. Disse que haviamos demorado demais para arrumar as coisas (por culpa deles!!!) e que estava tudo muito atrasado e que teriam que encurtar ainda mais nosso show. Apesar das vaias do público, resolvemos tocar para não perder mais tempo. Tocamos Solidão quase que perfeita, e ao final de mais uma discussão com a criança de chapéu, conseguimos tempo para tocar mais duas músicas. Tocamos Say It Ain't So (uma das covers que tinhamos preparado) e imendamos Aquilo Que Eu Finjo Ser, considerada pela maioria como o ponto alto da noite. Ao tirar o equipamento do palco, só recebemos elogios, provando que o público que estava lá para nos assistir era o melhor que poderíamos ter! E por isso que, mesmo com a falta de organização, mesmo com a merda de som, mesmo com produtores de menos de 15 anos querendo ferrar a gente, mesmo tocando em um lugar que só pode ser descrito como tenebroso e mesmo com músicas tocadas 2 vezes mais rápidas do que deveriam ser, toda a noite valeu a pena!
Esse post é, acima de tudo, para agradecer a todos aqueles que ficaram naquele lugar até as 9 e meia da noite, mesmo que rodeados de emos e mesmo com a cerveja a 3 reais...
A todos aqueles que aguentaram até o fim apenas para assistir 4 babacas se divertirem...
Só posso dizer muito obrigado!!!!!
Prometemos que acontecerão outros shows...
E que serão muito melhores!!!!!
Quem viver, verá...!
Sábado, 23 de Fevereiro de 2008
E seja o que Deus quiser...
É amanhã...
Depois de 4 anos apenas imaginando como deve ser tocar para um público, em mais ou menos 24 horas essa pergunta será respondida!!!
Se eu estou nervoso???
Bobagem...
Em meia hora, tentaremos tocar seis músicas da banda e duas covers.
E rezaremos pra que nada dê errado... é nessas horas que vc se arrepende de ter colocado o nome de Projeto Murphy na sua banda!!!
Juro que não sei o que esperar desse show, assim como não sei o que escrever por aqui que traduza toda a empolgação que eu estou sentindo nesse momento...
O que eu posso prometer é que daremos tudo de nós.
E tentaremos fazer o melhor show possível!!!
Passo por aqui na segunda para contar como foi.
Sei que nem todos que passam aqui pelo blog terão a chance de estar no SubJazz na noite desse domingo...
Bjo nas crianças...
E seja o que Deus quiser!!!
Depois de 4 anos apenas imaginando como deve ser tocar para um público, em mais ou menos 24 horas essa pergunta será respondida!!!
Se eu estou nervoso???
Bobagem...
Em meia hora, tentaremos tocar seis músicas da banda e duas covers.
E rezaremos pra que nada dê errado... é nessas horas que vc se arrepende de ter colocado o nome de Projeto Murphy na sua banda!!!
Juro que não sei o que esperar desse show, assim como não sei o que escrever por aqui que traduza toda a empolgação que eu estou sentindo nesse momento...
O que eu posso prometer é que daremos tudo de nós.
E tentaremos fazer o melhor show possível!!!
Passo por aqui na segunda para contar como foi.
Sei que nem todos que passam aqui pelo blog terão a chance de estar no SubJazz na noite desse domingo...
Bjo nas crianças...
E seja o que Deus quiser!!!
Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008
Sonhos, planetas e pipocas...
Anos atrás, quando eu era apenas uma pequena criança marota, lembro que meu sonho era ser pipoqueiro!
Eu via dia pós dia aquele moço, parado na porta da escola, vendendo pipocas doces e salgadas, com bacon ou torrões de açucar, as quais minha mãe nunca deixava eu comprar para não estragar meu apetite para o almoço. Sim, eu era uma criança frustrada por não poder comer pipoca ao final de uma cansativa manhã de aula, assumo isso sem medo. Alguns se frustram por não saberem assoviar, ou por irem mal em matemática. Apesar de eu não saber assoviar naquela época e ser péssimo em exatas, eu me frustrava por não poder comer milho estourado!
Foi quando eu jurei vingança à uma sociedade que não me compreendia me tornando... pipoqueiro!
Eu tinha a certeza de que um pipoqueiro levava uma vida boa, comendo quantas pipocas quisesse, e colocando a quantidade de bacon que bem entendesse dentro do saquinho!
Sim, esse era meu objetivo de vida...
Anos depois, eu decidi que queria ser astrônomo!
Comprava livros e livros sobre o universo, planetas, matéria escura...
Fui o primeiro da minha turma a decorar a ordem certa dos planetas no nosso sistema solar (o que talvez explique meu desespero ao saber que haviam excluido Plutão do grupo)...
Isso também criou uma enorme fixação pelo tema de vida alienígena e tornou-me fã assíduo de Arquivo X!!!
Até que alguém destruiu meus sonhos, dizendo que astrônomos precisam ser bons em física, matemática e outras coisas insuportáveis.
Provavelmente foram meus pais... eles adoram cortar o meu barato.
Anos mais tarde, eu decidi ser jornalista!
Claro, afinal eu escrevia bem. Eu podia não ser muito bom em matérias realmente úteis, mas minhas redações temáticas "Minhas Férias na Vovó", "Meu Pai, Meu Herói" e "O Melhor Passeio Pelo Zoológico da Minha Vida" eram grandes sucessos literários na minha classe.
Por que não escolher uma profissão em que tudo o que eu precisasse saber seria ESCREVER?
Meu irmão já era jornalista, e... bem, ele ganhava algum dinheiro, tinha um certo respeito, ia a festas badaladas, ganhava dezenas de CDs todo mês e vivia em um lugar onde só não é bem informado quem não quer.
Até que eu lí uma reportagem que ele precisou fazer em 10 minutos sobre um cara sobre o qual provavelmente nem a própria mãe se interessava.
Será que eu realmente queria passar a vida escrevendo sobre pessoas que eu não dava a mínima? Será que eu quero entrar em um emprego que paga mal, não te dá fins de semana e ainda te obriga a escrever em 10 minutos um texto sobre um zé-ninguém que poderia cair morto sem ninguém chorar???
Algum tempo depois, eu decidi ser publicitário!
Ok, eu não decidi. Na verdade, sempre foi tradição enchermos a casa de mensagens escritas em papéis a cada aniversário de alguém por aqui. Colamos bem cedo, antes do aniversariante acordar, no armário, na porta da geladeira, no espelho do banheiro, na tampa da privada, na cadeira da cozinha. E enquanto minha mãe sempre prezou pelos básicos "Feliz Aniversário" e "Muitos Anos de Vida", eu preferia passar a madrugada pensando em alguma coisa que surpreendesse quem estivesse lendo. Mensagens engraçadas, ou que realmente significassem alguma coisa... algo que valesse a pena ser lido, e não parecesse a mesma mensagem do ano anterior... Calma, eu prometo que essa história tem a ver com o assunto...
Em um aniversário do meu pai, meu irmão não conseguiu parar de rir com alguma coisa que eu tinha escrito. Foi então que ele disse "poxa vida, Thiago... vc devia tentar ser publicitário." Provavelmente ele nunca vai se lembrar de ter dito isso, mas pra mim aquilo realmente significou alguma coisa. Eu era um garoto prestes a prestar o vestibular e não tinha a mínima idéia do que me interessava. Talvez esse fosse o caminho.
Prestei publicidade, entrei na faculade e... percebi que certamente NÃO era isso que me interessava! O que só foi comprovado durate o período do meu primeiro emprego em uma agência.
Não que eu fosse ruim, ou não soubesse fazer o meu trabalho.
Eu simplesmente percebi que não gostava daquilo!
E foi então que eu resolvi ser músico!
Escrevi letras, escrevi musicas e arranjei mais três loucos que aceitassem me seguir em uma banda.
Até que eu percebí que talvez ser músico não seja uma decisão muito racional.
Para conseguir fazer algum sucesso não basta ser bom, não basta ter algum talento...
É preciso principalmente sorte!!!
Como alguém que colocou o nome da própria banda de Projeto Murphy pode querer ter a sorte de conseguir viver apenas fazendo música? Será que vale a pena apenas tentar algo que aparentemente já está fadado ao fracasso?
E daí eu resolvi ser escritor!
Digitei 63 áginas de texto no Word, mandei para alguns amigos e até recebi boas críticas!
Sim, talvez esse fosse o melhor caminhoa ser seguido...
Até que a única coisa que começou a passar pela minha cabeça foi: por que diabos alguém que não me conhece iria pegar um livro escrito por Thiago Brancatelli em uma Saraiva ou Cultura e gastaria nele seu precioso dinheiro, além do tempo de leitura?
Não consegui encontrar nenhuma resposta que não fosse "arma apontada na cabeça" ou "único livro na prateleira".
Eu leio livros e percebo que eu nunca vou ser tão bom quanto meus autores favoritos.
Eu assisto a filmes e percebo que nunca vou escrever diálogos tão bons quanto aqueles.
Eu vejo anúncios em revistas ou comerciais de TV e percebo que nunca vou criar algo tão genial.
Eu leio reportagens e percebo que nunca vou ser capaz de escrever aquilo de uma maneira melhor.
Será que vale a pena tentar?
Eu não tenho pretenção de ser rico, ou mesmo famoso.
Eu não tenho pretenção de amar o meu emprego, ou mesmo de me orgulhar dele.
Eu não tenho pretenção de ser o melhor no que eu faço, ou mesmo de ter o cargo mais alto.
Eu só queria me interessar por alguma coisa que me sustentasse!
Decidi não escrever mais nenhuma musica ou começar nenhum livro ou conto até ter algum sinal de que isso realmente vale a pena.
Pode ser por preguiça, pode ser por frustração.
Eu só preciso saber se existe alguma coisa que vale a pena.
A maioria dos meus amigos sabe em que eles são bons, e até gostam do que fazem.
Eu não faço nem idéia do que fazer com o meu futuro.
Hei, quanto será que custa um carrinho de pipoca...?
Sei que o post foi grande, mas acho que algumas pessoas me bateriam se eu não colocasse uma letra por aqui...
Essa tem a ver com o futuro... com planos que fazemos, e que nunca concluímos.
Por que talvez a coisa mais covarde que podemos dizer ao planejarmos o amanhã é "quem sabe".
Espero que gostem...
Quem Sabe Amanhã
Quem sabe amanhã,
Se a vida deixar,
Se a sorte mudar
E o mundo quiser,
Te deixo no olhar
A marca do adeus
Que não sairá.
Quem sabe amanhã
Eu deixo de olhar
A cara de quem
Não suporto mais,
Que sempre me faz
Achar que não sou
Homem pra você.
Quem sabe amanhã
Prometo encontrar
Alguém pra cuidar
Do meu coração,
Só para provar
Que eu posso ser
Bem mais do que “nós”.
Te deixo onde está.
Te mando um postal.
Te mostro que estou
Melhor que você.
Só pelo prazer
De te esnobar
Como você me esnobou.
Quem sabe amanhã,
Ao amanhecer,
Eu tento esquecer
Tudo o que jurei.
Eu pego o que é meu,
Que é pra não deixar
Lembrança de mim.
Quem sabe amanhã
Eu saio a gritar
Que tudo acabou,
Que eu não sou mais seu.
Arranjo outro par,
E monto outro lar
Bem longe daqui.
Te faço perceber
Que a vida pode ser muito melhor.
Não deixo esquecer
Que o mundo não gira ao nosso redor...
Eu via dia pós dia aquele moço, parado na porta da escola, vendendo pipocas doces e salgadas, com bacon ou torrões de açucar, as quais minha mãe nunca deixava eu comprar para não estragar meu apetite para o almoço. Sim, eu era uma criança frustrada por não poder comer pipoca ao final de uma cansativa manhã de aula, assumo isso sem medo. Alguns se frustram por não saberem assoviar, ou por irem mal em matemática. Apesar de eu não saber assoviar naquela época e ser péssimo em exatas, eu me frustrava por não poder comer milho estourado!
Foi quando eu jurei vingança à uma sociedade que não me compreendia me tornando... pipoqueiro!
Eu tinha a certeza de que um pipoqueiro levava uma vida boa, comendo quantas pipocas quisesse, e colocando a quantidade de bacon que bem entendesse dentro do saquinho!
Sim, esse era meu objetivo de vida...
Anos depois, eu decidi que queria ser astrônomo!
Comprava livros e livros sobre o universo, planetas, matéria escura...
Fui o primeiro da minha turma a decorar a ordem certa dos planetas no nosso sistema solar (o que talvez explique meu desespero ao saber que haviam excluido Plutão do grupo)...
Isso também criou uma enorme fixação pelo tema de vida alienígena e tornou-me fã assíduo de Arquivo X!!!
Até que alguém destruiu meus sonhos, dizendo que astrônomos precisam ser bons em física, matemática e outras coisas insuportáveis.
Provavelmente foram meus pais... eles adoram cortar o meu barato.
Anos mais tarde, eu decidi ser jornalista!
Claro, afinal eu escrevia bem. Eu podia não ser muito bom em matérias realmente úteis, mas minhas redações temáticas "Minhas Férias na Vovó", "Meu Pai, Meu Herói" e "O Melhor Passeio Pelo Zoológico da Minha Vida" eram grandes sucessos literários na minha classe.
Por que não escolher uma profissão em que tudo o que eu precisasse saber seria ESCREVER?
Meu irmão já era jornalista, e... bem, ele ganhava algum dinheiro, tinha um certo respeito, ia a festas badaladas, ganhava dezenas de CDs todo mês e vivia em um lugar onde só não é bem informado quem não quer.
Até que eu lí uma reportagem que ele precisou fazer em 10 minutos sobre um cara sobre o qual provavelmente nem a própria mãe se interessava.
Será que eu realmente queria passar a vida escrevendo sobre pessoas que eu não dava a mínima? Será que eu quero entrar em um emprego que paga mal, não te dá fins de semana e ainda te obriga a escrever em 10 minutos um texto sobre um zé-ninguém que poderia cair morto sem ninguém chorar???
Algum tempo depois, eu decidi ser publicitário!
Ok, eu não decidi. Na verdade, sempre foi tradição enchermos a casa de mensagens escritas em papéis a cada aniversário de alguém por aqui. Colamos bem cedo, antes do aniversariante acordar, no armário, na porta da geladeira, no espelho do banheiro, na tampa da privada, na cadeira da cozinha. E enquanto minha mãe sempre prezou pelos básicos "Feliz Aniversário" e "Muitos Anos de Vida", eu preferia passar a madrugada pensando em alguma coisa que surpreendesse quem estivesse lendo. Mensagens engraçadas, ou que realmente significassem alguma coisa... algo que valesse a pena ser lido, e não parecesse a mesma mensagem do ano anterior... Calma, eu prometo que essa história tem a ver com o assunto...
Em um aniversário do meu pai, meu irmão não conseguiu parar de rir com alguma coisa que eu tinha escrito. Foi então que ele disse "poxa vida, Thiago... vc devia tentar ser publicitário." Provavelmente ele nunca vai se lembrar de ter dito isso, mas pra mim aquilo realmente significou alguma coisa. Eu era um garoto prestes a prestar o vestibular e não tinha a mínima idéia do que me interessava. Talvez esse fosse o caminho.
Prestei publicidade, entrei na faculade e... percebi que certamente NÃO era isso que me interessava! O que só foi comprovado durate o período do meu primeiro emprego em uma agência.
Não que eu fosse ruim, ou não soubesse fazer o meu trabalho.
Eu simplesmente percebi que não gostava daquilo!
E foi então que eu resolvi ser músico!
Escrevi letras, escrevi musicas e arranjei mais três loucos que aceitassem me seguir em uma banda.
Até que eu percebí que talvez ser músico não seja uma decisão muito racional.
Para conseguir fazer algum sucesso não basta ser bom, não basta ter algum talento...
É preciso principalmente sorte!!!
Como alguém que colocou o nome da própria banda de Projeto Murphy pode querer ter a sorte de conseguir viver apenas fazendo música? Será que vale a pena apenas tentar algo que aparentemente já está fadado ao fracasso?
E daí eu resolvi ser escritor!
Digitei 63 áginas de texto no Word, mandei para alguns amigos e até recebi boas críticas!
Sim, talvez esse fosse o melhor caminhoa ser seguido...
Até que a única coisa que começou a passar pela minha cabeça foi: por que diabos alguém que não me conhece iria pegar um livro escrito por Thiago Brancatelli em uma Saraiva ou Cultura e gastaria nele seu precioso dinheiro, além do tempo de leitura?
Não consegui encontrar nenhuma resposta que não fosse "arma apontada na cabeça" ou "único livro na prateleira".
Eu leio livros e percebo que eu nunca vou ser tão bom quanto meus autores favoritos.
Eu assisto a filmes e percebo que nunca vou escrever diálogos tão bons quanto aqueles.
Eu vejo anúncios em revistas ou comerciais de TV e percebo que nunca vou criar algo tão genial.
Eu leio reportagens e percebo que nunca vou ser capaz de escrever aquilo de uma maneira melhor.
Será que vale a pena tentar?
Eu não tenho pretenção de ser rico, ou mesmo famoso.
Eu não tenho pretenção de amar o meu emprego, ou mesmo de me orgulhar dele.
Eu não tenho pretenção de ser o melhor no que eu faço, ou mesmo de ter o cargo mais alto.
Eu só queria me interessar por alguma coisa que me sustentasse!
Decidi não escrever mais nenhuma musica ou começar nenhum livro ou conto até ter algum sinal de que isso realmente vale a pena.
Pode ser por preguiça, pode ser por frustração.
Eu só preciso saber se existe alguma coisa que vale a pena.
A maioria dos meus amigos sabe em que eles são bons, e até gostam do que fazem.
Eu não faço nem idéia do que fazer com o meu futuro.
Hei, quanto será que custa um carrinho de pipoca...?
Sei que o post foi grande, mas acho que algumas pessoas me bateriam se eu não colocasse uma letra por aqui...
Essa tem a ver com o futuro... com planos que fazemos, e que nunca concluímos.
Por que talvez a coisa mais covarde que podemos dizer ao planejarmos o amanhã é "quem sabe".
Espero que gostem...
Quem Sabe Amanhã
Quem sabe amanhã,
Se a vida deixar,
Se a sorte mudar
E o mundo quiser,
Te deixo no olhar
A marca do adeus
Que não sairá.
Quem sabe amanhã
Eu deixo de olhar
A cara de quem
Não suporto mais,
Que sempre me faz
Achar que não sou
Homem pra você.
Quem sabe amanhã
Prometo encontrar
Alguém pra cuidar
Do meu coração,
Só para provar
Que eu posso ser
Bem mais do que “nós”.
Te deixo onde está.
Te mando um postal.
Te mostro que estou
Melhor que você.
Só pelo prazer
De te esnobar
Como você me esnobou.
Quem sabe amanhã,
Ao amanhecer,
Eu tento esquecer
Tudo o que jurei.
Eu pego o que é meu,
Que é pra não deixar
Lembrança de mim.
Quem sabe amanhã
Eu saio a gritar
Que tudo acabou,
Que eu não sou mais seu.
Arranjo outro par,
E monto outro lar
Bem longe daqui.
Te faço perceber
Que a vida pode ser muito melhor.
Não deixo esquecer
Que o mundo não gira ao nosso redor...
Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008
Realidade X Esperança
Fui assistir Meu Nome Não é Johnny, ontem.
Depois de sair do cinema com uma opinião já formada sobre o filme, eu percebí que o que mais me surpreendeu não foi a vida do tal de João Guilherme Estrella, nem como ele entrou no mundo do tráfico, e muito menos o tipo de vida que ele levava.
O que mais me surpreendeu foi ver uma espécie de "boicote" de diversos críticos em relação ao filme!
Já ouvi e lí diversas pessoas afirmando que o filme faz apologia ao consumo de drogas, que ele inocenta o protagonista de todos os seus crimes, que faz o publico admirar um traficante playboizinho mostrando-o como um cara simpático, que ele não se dá ao trabalho de mostrar que as ações do personagem vivido pelo Selton Mello refletiam em mais dinheiro para os criminosos cariocas e, principalmente, que o final do filme mostra que qualquer criminoso se safa no Brasil, transformando o bandido em um herói.
A mais pura bobagem.
Em uma nação cuja cultura maior era ver sempre o malandro como o mocinho, nos últimos anos nós fomos surpreendidos com filmes que mostram que a realidade não é assim tão romântica.
Filmes como Cidade de Deus e Tropa de Elite acabaram com todo o glamour que existia em torno da figura do malandro, caracterizando-o simplesmente como um bandido. Eles nos mostraram que não existe "herói" e "vilão"... existem apenas escolhas. E são elas que decidem os tipos de pessoas que nós seremos.
Mas enquanto Cidade de Deus se focava em como nascem os bandidos e Tropa de Elite se focava em uma maneira de lidar com eles, Meu Nome Não é Johnny parte de outra base: nós podemos recuperar aqueles que fizeram a escolha errada?
O importante não é mostrar que os atos do João Guilherme Estrella enriqueceram o trafico armado, ou que ele contribuiu para o vício de inúmeros jovens, ou que as drogas fazem mal, ou mesmo por que um garoto que tinha tudo se envolveu nesse mundo. Não... nós já conhecemos bem o mundo para entender todas essas questões, sem um filme precisar mastigá-las para nós. Nós conhecemos o mundo, conhecemos a violência, conhecemos as drogas. Não, isso não é importante no filme.
O importante é mostrar que mesmo alguém que chegou no fundo do poço pode sim se reerguer. Que nem todos nós conseguimos mudar, mas que ao menos devemos ter a chance de tentar. Em cores mais claras, o importante é mostrar que até mesmo um traficante viciado sem a menor noção de seus atos pode sim retornar à sociedade tendo aprendido a sua lição. E o principal, passar essa lição aos outros.
Como a própria juiza diz no filme, cada caso é um caso.
O mundo não é preto e branco. O cinza ainda é a cor que predomina.
Matar bandidos não vai resolver os problemas de violência do nosso país.
E talvez muitos prefiram mesmo a realidade e a violência mostradas em Cidade de Deus ou Tropa de Elite...
Eu sempre vou escolher a esperança apresentada em Meu Nome Não é Johnny.
A música de hoje... não tem nada a ver com o resto do post.
Nem faço muita idéia do que ela fala.
Quem souber, me avisa!
Espero que gostem...
À Luz Do Dia
Se se tornou
O que queria,
Já não há mais o que querer.
Se se tornou
O que temia,
Já não há mais o que temer.
Se já fez tudo
O que queria,
Já não há mais o que fazer.
Se já viveu
O que podia,
Já não há mais porque viver.
Se já amou
O que não tinha,
Já não há mais o que amar.
Se se viu só
À luz do dia,
Talvez só tenha o que ganhar.
Se já chorou
De tanto rir,
Não há risadas para dar.
Mas se não riu
E nem chorou...
O show tem que continuar.
Ninguém mais quer
Ser o herói,
A moda agora é ser vilão.
É ingenuidade
Querer vencer,
Salvar o mundo é démodé.
Ninguém mais quer
Ser qualquer um,
Só querem protagonizar.
Mal sabem eles,
Por bem ou mal,
Que o mais sem-graça é o principal.
Ninguém mais quer
Se decidir
Entre o “ser” e o “não ser”.
Ninguém mais quer
Se reinventar...
Fazer igual é bem melhor!
Depois de sair do cinema com uma opinião já formada sobre o filme, eu percebí que o que mais me surpreendeu não foi a vida do tal de João Guilherme Estrella, nem como ele entrou no mundo do tráfico, e muito menos o tipo de vida que ele levava.
O que mais me surpreendeu foi ver uma espécie de "boicote" de diversos críticos em relação ao filme!
Já ouvi e lí diversas pessoas afirmando que o filme faz apologia ao consumo de drogas, que ele inocenta o protagonista de todos os seus crimes, que faz o publico admirar um traficante playboizinho mostrando-o como um cara simpático, que ele não se dá ao trabalho de mostrar que as ações do personagem vivido pelo Selton Mello refletiam em mais dinheiro para os criminosos cariocas e, principalmente, que o final do filme mostra que qualquer criminoso se safa no Brasil, transformando o bandido em um herói.
A mais pura bobagem.
Em uma nação cuja cultura maior era ver sempre o malandro como o mocinho, nos últimos anos nós fomos surpreendidos com filmes que mostram que a realidade não é assim tão romântica.
Filmes como Cidade de Deus e Tropa de Elite acabaram com todo o glamour que existia em torno da figura do malandro, caracterizando-o simplesmente como um bandido. Eles nos mostraram que não existe "herói" e "vilão"... existem apenas escolhas. E são elas que decidem os tipos de pessoas que nós seremos.
Mas enquanto Cidade de Deus se focava em como nascem os bandidos e Tropa de Elite se focava em uma maneira de lidar com eles, Meu Nome Não é Johnny parte de outra base: nós podemos recuperar aqueles que fizeram a escolha errada?
O importante não é mostrar que os atos do João Guilherme Estrella enriqueceram o trafico armado, ou que ele contribuiu para o vício de inúmeros jovens, ou que as drogas fazem mal, ou mesmo por que um garoto que tinha tudo se envolveu nesse mundo. Não... nós já conhecemos bem o mundo para entender todas essas questões, sem um filme precisar mastigá-las para nós. Nós conhecemos o mundo, conhecemos a violência, conhecemos as drogas. Não, isso não é importante no filme.
O importante é mostrar que mesmo alguém que chegou no fundo do poço pode sim se reerguer. Que nem todos nós conseguimos mudar, mas que ao menos devemos ter a chance de tentar. Em cores mais claras, o importante é mostrar que até mesmo um traficante viciado sem a menor noção de seus atos pode sim retornar à sociedade tendo aprendido a sua lição. E o principal, passar essa lição aos outros.
Como a própria juiza diz no filme, cada caso é um caso.
O mundo não é preto e branco. O cinza ainda é a cor que predomina.
Matar bandidos não vai resolver os problemas de violência do nosso país.
E talvez muitos prefiram mesmo a realidade e a violência mostradas em Cidade de Deus ou Tropa de Elite...
Eu sempre vou escolher a esperança apresentada em Meu Nome Não é Johnny.
A música de hoje... não tem nada a ver com o resto do post.
Nem faço muita idéia do que ela fala.
Quem souber, me avisa!
Espero que gostem...
À Luz Do Dia
Se se tornou
O que queria,
Já não há mais o que querer.
Se se tornou
O que temia,
Já não há mais o que temer.
Se já fez tudo
O que queria,
Já não há mais o que fazer.
Se já viveu
O que podia,
Já não há mais porque viver.
Se já amou
O que não tinha,
Já não há mais o que amar.
Se se viu só
À luz do dia,
Talvez só tenha o que ganhar.
Se já chorou
De tanto rir,
Não há risadas para dar.
Mas se não riu
E nem chorou...
O show tem que continuar.
Ninguém mais quer
Ser o herói,
A moda agora é ser vilão.
É ingenuidade
Querer vencer,
Salvar o mundo é démodé.
Ninguém mais quer
Ser qualquer um,
Só querem protagonizar.
Mal sabem eles,
Por bem ou mal,
Que o mais sem-graça é o principal.
Ninguém mais quer
Se decidir
Entre o “ser” e o “não ser”.
Ninguém mais quer
Se reinventar...
Fazer igual é bem melhor!
Segunda-feira, 7 de Janeiro de 2008
Um desabafo mal escrito sobre o ano que virá...
Um grupo estranho..
Dois sambistas da zona norte, um querido e uma querida de Guarulhos, uma baixinha de Itanhaém, uma vizinha da Santo Amaro, um irmão da Pompéia, um japonês de Capão Bonito e uma tarada de Maringá.
E foram essas as pessoas que fizeram deste reveillon o melhor momento de 2007!!!
E vem dessas 9 pessoas o meu maior medo de 2008...
Muitos vão ter medo de não conseguir um emprego... ou de perder o emprego que têm...
Vão ter medo de falhar na faculdade... ou de perder o interesse na profissão que escolheram seguir...
Vão ter medo de perder chances... ou de fazer as escolhas erradas...
Vão ter medo do novo... e vão continuar tendo medo do velho...
Ou vão ter medo de novos atentados terroristas, novas guerras, mortes...
Vão ter medo de novos medos...
Vão ter medo do amanhã...
Eu não vou ter medo de nada disso.
Meu medo é de uma coisa muito pior que qualquer uma dessas opções...
O meu único medo neste ano é o de me afastar dessas 9 pessoas!
Não vamos mais nos ver todos os dias.
Não vamos mais estar no mesmo grupo de trabalho ou mesmo na mesma cidade.
E eu simplesmente não sei como seria a minha vida sem essas 9 pessoas, e nem pretendo descobrir!
Esse post é mesmo sem sentido.
Um desabafo de começo de ano, só para deixar bem claro a mim mesmo uma coisa:
Eu nunca vou deixar que essas pessoas se afastem de mim!
Pela primeira vez, vou colocar aqui uma letra ainda sem música.
Escrevi ela ontem, durante a madrugada, e não tem nada a ver com nenhum assunto deste post.
Pode ser uma música, pode ser apenas um poema.
Ainda nem sei direito sobre o que ela é... um dia eu descubro.
É a primeira letra que eu escrevo em 3 meses.
Espero que gostem.
Mais Uma Vez
Olhava para o céu,
Pensando no amor
E no que ele lhe causou,
E o quanto fez sofrer
Seu pobre coração
Que não o mereceu.
Com a mão sobre o seu peito,
Lembrando o que lhe fez
Chorar mais uma vez,
Sozinha por errar
E não saber amar
Quem tanto lhe amou.
E a dor a dominou.
E o corpo desabou
Com os joelhos ao chão.
Cobrindo com as mãos
O rosto que molhou
Com as lágrimas do amor
Que não soube expressar.
Lutando contra a dor
Que era a solidão
De não poder mostrar
Quão grande é seu amor.
E o peito lhe apertou,
Provando ainda ter
Vida no coração,
Que ainda ia poder
Amar mais uma vez.
Dois sambistas da zona norte, um querido e uma querida de Guarulhos, uma baixinha de Itanhaém, uma vizinha da Santo Amaro, um irmão da Pompéia, um japonês de Capão Bonito e uma tarada de Maringá.
E foram essas as pessoas que fizeram deste reveillon o melhor momento de 2007!!!
E vem dessas 9 pessoas o meu maior medo de 2008...
Muitos vão ter medo de não conseguir um emprego... ou de perder o emprego que têm...
Vão ter medo de falhar na faculdade... ou de perder o interesse na profissão que escolheram seguir...
Vão ter medo de perder chances... ou de fazer as escolhas erradas...
Vão ter medo do novo... e vão continuar tendo medo do velho...
Ou vão ter medo de novos atentados terroristas, novas guerras, mortes...
Vão ter medo de novos medos...
Vão ter medo do amanhã...
Eu não vou ter medo de nada disso.
Meu medo é de uma coisa muito pior que qualquer uma dessas opções...
O meu único medo neste ano é o de me afastar dessas 9 pessoas!
Não vamos mais nos ver todos os dias.
Não vamos mais estar no mesmo grupo de trabalho ou mesmo na mesma cidade.
E eu simplesmente não sei como seria a minha vida sem essas 9 pessoas, e nem pretendo descobrir!
Esse post é mesmo sem sentido.
Um desabafo de começo de ano, só para deixar bem claro a mim mesmo uma coisa:
Eu nunca vou deixar que essas pessoas se afastem de mim!
Pela primeira vez, vou colocar aqui uma letra ainda sem música.
Escrevi ela ontem, durante a madrugada, e não tem nada a ver com nenhum assunto deste post.
Pode ser uma música, pode ser apenas um poema.
Ainda nem sei direito sobre o que ela é... um dia eu descubro.
É a primeira letra que eu escrevo em 3 meses.
Espero que gostem.
Mais Uma Vez
Olhava para o céu,
Pensando no amor
E no que ele lhe causou,
E o quanto fez sofrer
Seu pobre coração
Que não o mereceu.
Com a mão sobre o seu peito,
Lembrando o que lhe fez
Chorar mais uma vez,
Sozinha por errar
E não saber amar
Quem tanto lhe amou.
E a dor a dominou.
E o corpo desabou
Com os joelhos ao chão.
Cobrindo com as mãos
O rosto que molhou
Com as lágrimas do amor
Que não soube expressar.
Lutando contra a dor
Que era a solidão
De não poder mostrar
Quão grande é seu amor.
E o peito lhe apertou,
Provando ainda ter
Vida no coração,
Que ainda ia poder
Amar mais uma vez.
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