Nós tinhamos as músicas...
Nós tinhamos um nome...
Nós tinhamos um CD...
E ainda assim nós não passávamos de dois manés que andavam com um violão debaixo do braço, esperando que pedissem alguma música. Sim, porque nessa época nós já tinhamos quem gostasse das músicas. Nem sei se posso chamá-los de "fãs"...
Como disse um cara muito sábio, uma banda que está começando não tem fãs... tem amigos!
Mas eramos apenas dois manés...
E percebemos que não iamos muito longe desse jeito.
Devia ser o segundo dia de aula na faculdade, ainda em 2005, quando um garoto sentou na carteira atrás da minha. Lembro que, do nada, nós começamos a conversar sobre The Clash. Eu disse que arranhava na guitarra. Ele me disse que tocava bateria. Eu disse que ele podia me chamar de Brancatelli...
Ele disse que eu podia chama-lo de Velho Punk!
Por isso, quando começamos nossa busca por um baterista, eu não poderia pensar em mais ninguém.
No começo do segundo semestre de 2006, eu entreguei nosso CD para o Velho. Pedi pra que ele desse a opinião mais sincera possível. Ele me disse que gostou. Perguntei se ele gostaria de fazer parte do Projeto Murphy. Ele aceitou, na hora. Claro, teria que encontrar um espaço no meio de suas outras centenas de bandas para encaixar o Projeto... mas ele aceitou.
Tocamos juntos pouco tempo depois.
E as músicas ganharam vida.
Nós tinhamos um baterista.
Melhor ainda: nós tinhamos um baterista, e seu nome era Velho Punk!
Mas ainda faltava um último ponto...
Serei sincero, é realmente difícil encontrar um baixista.
Todos os (poucos) baixistas que conhecíamos ja estavam tocando em outra banda, ou preferiam musicas mais pesadas, ou mais funkeadas.
Será que seria realmente muito impossível ser uma banda com duas guitarras, um batera e... só?
Não, nós não podiamos pensar assim. Precisávamos de um baixista, só assim nosso projeto estaria completo.
Até que uma idáia surgiu, daquelas idéias que vc acaba se perguntando "como eu não pensei nisso antes?"...
Tirar um som de um baixo tem muitas coisas em comum com tirar um som de uma guitarra. Não posso dizer que é a mesma coisa, mas tem muito em comum.
Por não ser a mesma coisa, um guitarrista precisa ter muito talento para se tornar baixista. Então eu chamei o cara mais talentoso que eu conhecia nessa área.
Eu não sabia que eu iriamos ter uma banda quando conhecí o Felipe Brás. Eu nem sabia amarrar o meu sapato quando conhecí o Felipe Brás. Por Deus, eu não devia ter nem consciência da minha própria existência quando conhecí o Felipe Brás.
E nossa amizade já durava 20 anos quando eu lhe entreguei um CD do Projeto.
Ele gostou.
Eu disse que precisávamos de um baixista.
Quando um guitarrista aceita mudar de instrumento apenas para entrar na sua banda, vc sabe que ele tem algo de especial.
E ele aceitou.
Passamos as linhas de baixo para ele em maio de 2007.
O Projeto Murphy estava completo.
Mas quando uma banda pode se considerar uma banda?
E como pode uma banda ser uma banda sem nunca ter tocado com todos seus integrantes juntos?
E como pode uma banda ser conhecida sem nunca ter se apresentado em público?
E como pode uma banda ter tantas questões mal-resolvidas com tão pouco tempo de existencia???
E será que teremos respostas para todas essas questões em um próximo post???????
Quem viver, verá...!
quarta-feira, 11 de julho de 2007
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3 comentários:
E o que acontece depois disso Brancatelli?!!?!
Acho que essas respostas nem você sabe.
Tem razão, não sou fã...sou amiga...pq se não fosse amiga eu te diria que suas músicas são emos, que são um saco, que não aguento aquele cd e que hoje em dia ele já é porta copos...
Mas sou sua amiga...
=)
PS: Tá curioso pra saber o que dizia o post que eu excluí?! hahahahaha!
tá... todo esse suspense já ta me enchendo o saco.. me avisa quando sair o livro q fika mais fácil!!
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