Chegamos no estudio por volta das 5 : 40 da tarde, para o ensaio marcado para as 6.
Tudo é arruma dentro do estúdio. Velho Punk vai comprar alguns cigarros e bolachas. Minha guitarra é ligada a um amplificador pequeno, mas potente, segundo instruções do dono do estudio e um dos primeiros fãs da da banda. As primeiras dedilhadas no baixo são feitas, enquanto Rodrigo afina sua guitarra. Os pratos são devidamente colocados na bateria. Concluimos que precisaremos de uma hora de ensaio, antes de gravar pelas outras duas. A porta se fecha.
Somos quatro dentro do estúdio.
O baixo tocado por Brás começa as primeiras notas.
O Projeto Murphy finalmente tocava completo pela primeira vez!
Gravamos 7 musicas, no total:
- Outro canto
- Solidão
- Dois pontos
- Seu amor (e muito mais...)
- Por você
- Aquilo que eu finjo ser
- Tarde demais
Tocamos bem.
Sim, nós erramos algumas coisas, a gravação não ficou nenhuma maravilha, mas...
Mas nós tocamos bem!!!
Pode ser que tenhamos futuro...
Pode ser que ter uma banda seja ingenuidade nossa...
Mas esse ensaio me deixou apenas com uma simples certeza:
Não importa até onde vamos...
Vale a pena tentar!!!
E que venham os shows.
sábado, 14 de julho de 2007
quarta-feira, 11 de julho de 2007
Hmmm... e o que aconteceu depois, Brancatelli???
Nós tinhamos as músicas...
Nós tinhamos um nome...
Nós tinhamos um CD...
E ainda assim nós não passávamos de dois manés que andavam com um violão debaixo do braço, esperando que pedissem alguma música. Sim, porque nessa época nós já tinhamos quem gostasse das músicas. Nem sei se posso chamá-los de "fãs"...
Como disse um cara muito sábio, uma banda que está começando não tem fãs... tem amigos!
Mas eramos apenas dois manés...
E percebemos que não iamos muito longe desse jeito.
Devia ser o segundo dia de aula na faculdade, ainda em 2005, quando um garoto sentou na carteira atrás da minha. Lembro que, do nada, nós começamos a conversar sobre The Clash. Eu disse que arranhava na guitarra. Ele me disse que tocava bateria. Eu disse que ele podia me chamar de Brancatelli...
Ele disse que eu podia chama-lo de Velho Punk!
Por isso, quando começamos nossa busca por um baterista, eu não poderia pensar em mais ninguém.
No começo do segundo semestre de 2006, eu entreguei nosso CD para o Velho. Pedi pra que ele desse a opinião mais sincera possível. Ele me disse que gostou. Perguntei se ele gostaria de fazer parte do Projeto Murphy. Ele aceitou, na hora. Claro, teria que encontrar um espaço no meio de suas outras centenas de bandas para encaixar o Projeto... mas ele aceitou.
Tocamos juntos pouco tempo depois.
E as músicas ganharam vida.
Nós tinhamos um baterista.
Melhor ainda: nós tinhamos um baterista, e seu nome era Velho Punk!
Mas ainda faltava um último ponto...
Serei sincero, é realmente difícil encontrar um baixista.
Todos os (poucos) baixistas que conhecíamos ja estavam tocando em outra banda, ou preferiam musicas mais pesadas, ou mais funkeadas.
Será que seria realmente muito impossível ser uma banda com duas guitarras, um batera e... só?
Não, nós não podiamos pensar assim. Precisávamos de um baixista, só assim nosso projeto estaria completo.
Até que uma idáia surgiu, daquelas idéias que vc acaba se perguntando "como eu não pensei nisso antes?"...
Tirar um som de um baixo tem muitas coisas em comum com tirar um som de uma guitarra. Não posso dizer que é a mesma coisa, mas tem muito em comum.
Por não ser a mesma coisa, um guitarrista precisa ter muito talento para se tornar baixista. Então eu chamei o cara mais talentoso que eu conhecia nessa área.
Eu não sabia que eu iriamos ter uma banda quando conhecí o Felipe Brás. Eu nem sabia amarrar o meu sapato quando conhecí o Felipe Brás. Por Deus, eu não devia ter nem consciência da minha própria existência quando conhecí o Felipe Brás.
E nossa amizade já durava 20 anos quando eu lhe entreguei um CD do Projeto.
Ele gostou.
Eu disse que precisávamos de um baixista.
Quando um guitarrista aceita mudar de instrumento apenas para entrar na sua banda, vc sabe que ele tem algo de especial.
E ele aceitou.
Passamos as linhas de baixo para ele em maio de 2007.
O Projeto Murphy estava completo.
Mas quando uma banda pode se considerar uma banda?
E como pode uma banda ser uma banda sem nunca ter tocado com todos seus integrantes juntos?
E como pode uma banda ser conhecida sem nunca ter se apresentado em público?
E como pode uma banda ter tantas questões mal-resolvidas com tão pouco tempo de existencia???
E será que teremos respostas para todas essas questões em um próximo post???????
Quem viver, verá...!
Nós tinhamos um nome...
Nós tinhamos um CD...
E ainda assim nós não passávamos de dois manés que andavam com um violão debaixo do braço, esperando que pedissem alguma música. Sim, porque nessa época nós já tinhamos quem gostasse das músicas. Nem sei se posso chamá-los de "fãs"...
Como disse um cara muito sábio, uma banda que está começando não tem fãs... tem amigos!
Mas eramos apenas dois manés...
E percebemos que não iamos muito longe desse jeito.
Devia ser o segundo dia de aula na faculdade, ainda em 2005, quando um garoto sentou na carteira atrás da minha. Lembro que, do nada, nós começamos a conversar sobre The Clash. Eu disse que arranhava na guitarra. Ele me disse que tocava bateria. Eu disse que ele podia me chamar de Brancatelli...
Ele disse que eu podia chama-lo de Velho Punk!
Por isso, quando começamos nossa busca por um baterista, eu não poderia pensar em mais ninguém.
No começo do segundo semestre de 2006, eu entreguei nosso CD para o Velho. Pedi pra que ele desse a opinião mais sincera possível. Ele me disse que gostou. Perguntei se ele gostaria de fazer parte do Projeto Murphy. Ele aceitou, na hora. Claro, teria que encontrar um espaço no meio de suas outras centenas de bandas para encaixar o Projeto... mas ele aceitou.
Tocamos juntos pouco tempo depois.
E as músicas ganharam vida.
Nós tinhamos um baterista.
Melhor ainda: nós tinhamos um baterista, e seu nome era Velho Punk!
Mas ainda faltava um último ponto...
Serei sincero, é realmente difícil encontrar um baixista.
Todos os (poucos) baixistas que conhecíamos ja estavam tocando em outra banda, ou preferiam musicas mais pesadas, ou mais funkeadas.
Será que seria realmente muito impossível ser uma banda com duas guitarras, um batera e... só?
Não, nós não podiamos pensar assim. Precisávamos de um baixista, só assim nosso projeto estaria completo.
Até que uma idáia surgiu, daquelas idéias que vc acaba se perguntando "como eu não pensei nisso antes?"...
Tirar um som de um baixo tem muitas coisas em comum com tirar um som de uma guitarra. Não posso dizer que é a mesma coisa, mas tem muito em comum.
Por não ser a mesma coisa, um guitarrista precisa ter muito talento para se tornar baixista. Então eu chamei o cara mais talentoso que eu conhecia nessa área.
Eu não sabia que eu iriamos ter uma banda quando conhecí o Felipe Brás. Eu nem sabia amarrar o meu sapato quando conhecí o Felipe Brás. Por Deus, eu não devia ter nem consciência da minha própria existência quando conhecí o Felipe Brás.
E nossa amizade já durava 20 anos quando eu lhe entreguei um CD do Projeto.
Ele gostou.
Eu disse que precisávamos de um baixista.
Quando um guitarrista aceita mudar de instrumento apenas para entrar na sua banda, vc sabe que ele tem algo de especial.
E ele aceitou.
Passamos as linhas de baixo para ele em maio de 2007.
O Projeto Murphy estava completo.
Mas quando uma banda pode se considerar uma banda?
E como pode uma banda ser uma banda sem nunca ter tocado com todos seus integrantes juntos?
E como pode uma banda ser conhecida sem nunca ter se apresentado em público?
E como pode uma banda ter tantas questões mal-resolvidas com tão pouco tempo de existencia???
E será que teremos respostas para todas essas questões em um próximo post???????
Quem viver, verá...!
terça-feira, 10 de julho de 2007
Tá, Agora é Sério, Pessoal... O Começo!!!
Devido a algumas dúvidas que surgiram, eu acho bom esclarecer logo o porque deste blog.
Vamos enumerar:
1) Sejamos sinceros, essa é uma boa maneira de passar o tempo e matar o tédio.
2) Achei que seria legal guardar essa história em algum lugar... sabe... pro caso de levarmos a idéia da banda para frente.
3) Ao terminar essa história da banda, eu espero poder colocar aqui cada passo tomado por nós, sempre que o Projeto se reunisse para fazer alguma coisa.
4) E o principal... esse blog serve de incentivo para mim, para que continuemos botando fé na idéia de que o Projeto possa sim se tornar... alguma coisa!
Pronto... agora podemos voltar ao começo da banda...
Mais especificamente no começo de 2005.
A faculdade me privou dos meus sábados.
Em outras palavras, a faculdade me privou das aulas de violão que eu fazia há dois anos...
Vou confessar que aquelas aulas não me ensinaram muita coisa além de tocar "Flores" e "É Preciso Saber Viver", mas ainda assim era um momento em que eu me juntava a alguns amigos, simplesmente para tocar algumas musicas e esquecer o resto da semana. Eu sabia que, de um jeito ou de outro, elas me fariam falta.
Do mesmo jeito, meu colega de curso, Rodrigo Chapchap, também ficou impossibilitado de frequentar as aulas de violão. Resumindo, nós dois fomos obrigados a abandonar nosso professor sozinho.
Foi então que eu tomei coragem e dei o primeiro passo para o início do Projeto.
Devo parar agora? Hein?
Ah... vcs já devem estar de saco cheio desses suspenses bobos, né...
O mês devia ser março.
Combinei de passar na casa do Rodrigo, pra tocar um pouco de violão, conversar.
Era uma sexta feira, se eu não me engano.
Estou falando tudo isso apenas para dizer que foi nesse dia que eu mostrei minha primeira música para o Rodrigo. E foi a primeira vez que tocamos "Outro Canto" juntos. E foi a primeira vez que tocamos "Aquilo Que Eu Finjo Ser" juntos. E foi a primeira vez que tocamos "Tarde Demais", e "Todo o Sentido". Foi bem tosco, sim... mas foi nesse momento que nós dois nos olhamos e dissemos, a sério: agora sim nós precisamos montar uma banda!
Foi nesse momento que surgiu o... que surgiu o...
Tudo bem, nós ainda não tinhamos nome. Mas nós já tinhamos algumas musicas, e isso era o mais importante!
Mas ainda não era o bastante. Pegamos algumas letras minhas ainda sem musica e começamos a trabalhar nelas juntos. Foi daí que surgiram "Solidão", "Por Você" e "Seu Amor (e muito mais)". E percebemos que conseguiamos fazer musicas JUNTOS!
Mas, ainda assim, eramos apenas dois caras com algumas boas idéias.
E duas guitarras não fazem uma banda.
Mas não dá pra simplesmente chegar pra um baixista ou para um baterista e falar "Aí... quer ser da nossa banda?"
E isso nós só fomos criar vergonha na cara para fazer um ano depois, em julho de 2006, quando alugamos um estúdio por duas horas. Tocamos nossas onze músicas em sequencia, sem nenhuma ordem. Apenas tocando. E o nosso momento de glória enfim chegou quando o dono do estúdio, um cara que já tinha tocado com bandas de rock progressivo e até com o Sidney Magal em pessoa, pediu pra tocar uma das nossas músicas com a gente. Um baterista estremamente foda disse que adorou nossas músicas e pediu (entendam bem, PEDIU) pra tocar "Dois Pontos" com a gente. Meu dia estava feito.
Com o CD em mãos e devidamente editado, agora tinhamos a missão de divulgar nossa pseudo-banda. Mas antes nós precisávamos de um nome.
Devo dizer que todo tipo de porcaria passou pela nossa cabeça, antes de começarmos a olhar o que mais combinava com as músicas que tinhamos. Musicas onde tudo dava errado para todos, em um mundo permeado de suicídas, perdedores, loucos, cuzões e cuzonas...
Comentamos que todos nossos personagens eram afetados pela temida Lei de Murphy... então PRONTO!!! Esse seria nosso nome. Murphy!!!
Mas faltava alguma coisa. Afinal, nós ainda eramos apenas um "projeto" de banda. Então nada mais justo que colocarmos "Projeto" antes do nome, até para não nos levarmos muito a sério.
E ficou bom.
E ficou!
O Projeto Murphy!!!
Nada mau para um começo, não é...
Nada mau mesmo...!
Vamos enumerar:
1) Sejamos sinceros, essa é uma boa maneira de passar o tempo e matar o tédio.
2) Achei que seria legal guardar essa história em algum lugar... sabe... pro caso de levarmos a idéia da banda para frente.
3) Ao terminar essa história da banda, eu espero poder colocar aqui cada passo tomado por nós, sempre que o Projeto se reunisse para fazer alguma coisa.
4) E o principal... esse blog serve de incentivo para mim, para que continuemos botando fé na idéia de que o Projeto possa sim se tornar... alguma coisa!
Pronto... agora podemos voltar ao começo da banda...
Mais especificamente no começo de 2005.
A faculdade me privou dos meus sábados.
Em outras palavras, a faculdade me privou das aulas de violão que eu fazia há dois anos...
Vou confessar que aquelas aulas não me ensinaram muita coisa além de tocar "Flores" e "É Preciso Saber Viver", mas ainda assim era um momento em que eu me juntava a alguns amigos, simplesmente para tocar algumas musicas e esquecer o resto da semana. Eu sabia que, de um jeito ou de outro, elas me fariam falta.
Do mesmo jeito, meu colega de curso, Rodrigo Chapchap, também ficou impossibilitado de frequentar as aulas de violão. Resumindo, nós dois fomos obrigados a abandonar nosso professor sozinho.
Foi então que eu tomei coragem e dei o primeiro passo para o início do Projeto.
Devo parar agora? Hein?
Ah... vcs já devem estar de saco cheio desses suspenses bobos, né...
O mês devia ser março.
Combinei de passar na casa do Rodrigo, pra tocar um pouco de violão, conversar.
Era uma sexta feira, se eu não me engano.
Estou falando tudo isso apenas para dizer que foi nesse dia que eu mostrei minha primeira música para o Rodrigo. E foi a primeira vez que tocamos "Outro Canto" juntos. E foi a primeira vez que tocamos "Aquilo Que Eu Finjo Ser" juntos. E foi a primeira vez que tocamos "Tarde Demais", e "Todo o Sentido". Foi bem tosco, sim... mas foi nesse momento que nós dois nos olhamos e dissemos, a sério: agora sim nós precisamos montar uma banda!
Foi nesse momento que surgiu o... que surgiu o...
Tudo bem, nós ainda não tinhamos nome. Mas nós já tinhamos algumas musicas, e isso era o mais importante!
Mas ainda não era o bastante. Pegamos algumas letras minhas ainda sem musica e começamos a trabalhar nelas juntos. Foi daí que surgiram "Solidão", "Por Você" e "Seu Amor (e muito mais)". E percebemos que conseguiamos fazer musicas JUNTOS!
Mas, ainda assim, eramos apenas dois caras com algumas boas idéias.
E duas guitarras não fazem uma banda.
Mas não dá pra simplesmente chegar pra um baixista ou para um baterista e falar "Aí... quer ser da nossa banda?"
E isso nós só fomos criar vergonha na cara para fazer um ano depois, em julho de 2006, quando alugamos um estúdio por duas horas. Tocamos nossas onze músicas em sequencia, sem nenhuma ordem. Apenas tocando. E o nosso momento de glória enfim chegou quando o dono do estúdio, um cara que já tinha tocado com bandas de rock progressivo e até com o Sidney Magal em pessoa, pediu pra tocar uma das nossas músicas com a gente. Um baterista estremamente foda disse que adorou nossas músicas e pediu (entendam bem, PEDIU) pra tocar "Dois Pontos" com a gente. Meu dia estava feito.
Com o CD em mãos e devidamente editado, agora tinhamos a missão de divulgar nossa pseudo-banda. Mas antes nós precisávamos de um nome.
Devo dizer que todo tipo de porcaria passou pela nossa cabeça, antes de começarmos a olhar o que mais combinava com as músicas que tinhamos. Musicas onde tudo dava errado para todos, em um mundo permeado de suicídas, perdedores, loucos, cuzões e cuzonas...
Comentamos que todos nossos personagens eram afetados pela temida Lei de Murphy... então PRONTO!!! Esse seria nosso nome. Murphy!!!
Mas faltava alguma coisa. Afinal, nós ainda eramos apenas um "projeto" de banda. Então nada mais justo que colocarmos "Projeto" antes do nome, até para não nos levarmos muito a sério.
E ficou bom.
E ficou!
O Projeto Murphy!!!
Nada mau para um começo, não é...
Nada mau mesmo...!
segunda-feira, 9 de julho de 2007
Agora Sim, O Verdadeiro Começo...
Descobri que esse blog não reconhece minha senha, quando eu tento entrar...
Preciso renovar minha senha toda vez que quiser acessar meu próprio blog, e toda vez que quiser escrever algum post novo, e toda vez que quiser comentar no blog dos outros...
Quis desabafar isso tudo simplesmente para que vcs entendam o real significado do nome da banda que estava começando a nascer naquele momento. E vcs vao entender...
Em 2004, já formado no colégio, eu comecei a fazer cursinho. As aulas de violão continuavam, assim como minha amizade com o Rodrigo e todo o pessoal que já integravam nosso grupo de amigos no clube. Mas era o cursinho que ocupava minha cabeça por 5 dias da semana, então é nele que eu devo me focar.
Pois foi no cursinho que eu conheci um cara também estranho, que andava sempre meio solitário, meio perdido. Exatamente como eu estava naquele começo de cursinho. Como pessoas estranhas e anti-sociais devem se unir por uma mesma causa, começamos a conversar, e até agregamos algumas outras pessoas a nossa causa.
Foi mais ou menos por março desse ano que ele me contou que tocava guitarra e compunha as musicas de sua banda. Ela se chamava Poder de Veto, e já era uma banda com um bom tempo de duração. Ele me chamou para ser baixista e vocalista, coisa que eu tive que recusar. Nunca me dei bem com um baixo, e também não me sentiria bem cantando as letras escritas por outra pessoa. Foi nesse momento que ele soltou a idéia:
- Então talvez você devesse escrever suas próprias músicas...!
Juro que eu não levei isso muito a sério. Eu já tinha tentado escrever algumas musicas, durante o ano anterior, e eu prefiro esquecer cada palavra, cada linha e cada acorde escrito. Eu não levei essa idéia nada a sério...
Mas então chegou terça feira. Ou talvez fosse segunda... e existe a possibilidade de ter sido em uma quinta...
Ou talvez o dia seja o que menos importa!
O que eu lembro é que era um dia em que só tinhamos matérias de exatas... acho que eram duas aulas de geometria, duas de fisica e duas de quimica... eu costumava dormir em dias como esse. Mas nesse em especial, eu tentei fazer alguma coisa diferente, alguma coisa que fosse um pouco mais útil... Estudar? Não, não... foi em uma das aulas de geometria que eu escrevi "Outro Canto".
Mostrei para esse meu amigo, que adorou e me incentivou ainda mais a continuar escrevendo. Confesso que eu até concordei que a letra fosse bacana, mas não acreditei que pudesse escrever coisa muito melhor, nem ao menos algo tão bom quanto...
Foi então que eu escreví "Aquilo Que Eu Finjo Ser"...
Mas poderia ter sido sorte. Poderia ter sido um simples momento de inspiração, raro, único. Eu não queria me iludir com uma mentira...
E então eu escreví "Todo o Sentido"...
E daí eu percebí que não era apenas sorte.
Eu PODIA fazer aquilo! Eu realmente conseguia escrever boas letras!
No fim daquele ano eu já tinha várias letras escritas. Claro, algumas eram completamente descartáveis... mas tinha um pequeno grupo de letras que eu reconhecia: elas eram boas!
Mas eram só "letra"...
Faltava a "música" em sí.
Comecei pela primeira de todas.
E, aos poucos, foi surgindo toda a melodia que serviria de caminho para "Outro Canto".
Uma já foi... várias ainda teriam que vir.
Como no caso das letras, eu teria que provar pra mim mesmo que não tinha sido sorte. Eu teria que provar pra mim mesmo que eu podia criar uma boa música, em toda sua totalidade.
E então vieram as outras. Algumas ruins, algumas boas, algumas estranhas... algumas que não serviriam nem para trilha sonora de Malhação.
Mas sim, eu conseguia fazer música. E era isso que importava.
E foi então que chegou o ano de 2005...
E foi então que chegou a faculdade...
E foi então que eu percebí que tudo tinha que ficar mais sério...
Mas deixemos isso pra outro post, sim...
Precisamos manter o suspense!
Preciso renovar minha senha toda vez que quiser acessar meu próprio blog, e toda vez que quiser escrever algum post novo, e toda vez que quiser comentar no blog dos outros...
Quis desabafar isso tudo simplesmente para que vcs entendam o real significado do nome da banda que estava começando a nascer naquele momento. E vcs vao entender...
Em 2004, já formado no colégio, eu comecei a fazer cursinho. As aulas de violão continuavam, assim como minha amizade com o Rodrigo e todo o pessoal que já integravam nosso grupo de amigos no clube. Mas era o cursinho que ocupava minha cabeça por 5 dias da semana, então é nele que eu devo me focar.
Pois foi no cursinho que eu conheci um cara também estranho, que andava sempre meio solitário, meio perdido. Exatamente como eu estava naquele começo de cursinho. Como pessoas estranhas e anti-sociais devem se unir por uma mesma causa, começamos a conversar, e até agregamos algumas outras pessoas a nossa causa.
Foi mais ou menos por março desse ano que ele me contou que tocava guitarra e compunha as musicas de sua banda. Ela se chamava Poder de Veto, e já era uma banda com um bom tempo de duração. Ele me chamou para ser baixista e vocalista, coisa que eu tive que recusar. Nunca me dei bem com um baixo, e também não me sentiria bem cantando as letras escritas por outra pessoa. Foi nesse momento que ele soltou a idéia:
- Então talvez você devesse escrever suas próprias músicas...!
Juro que eu não levei isso muito a sério. Eu já tinha tentado escrever algumas musicas, durante o ano anterior, e eu prefiro esquecer cada palavra, cada linha e cada acorde escrito. Eu não levei essa idéia nada a sério...
Mas então chegou terça feira. Ou talvez fosse segunda... e existe a possibilidade de ter sido em uma quinta...
Ou talvez o dia seja o que menos importa!
O que eu lembro é que era um dia em que só tinhamos matérias de exatas... acho que eram duas aulas de geometria, duas de fisica e duas de quimica... eu costumava dormir em dias como esse. Mas nesse em especial, eu tentei fazer alguma coisa diferente, alguma coisa que fosse um pouco mais útil... Estudar? Não, não... foi em uma das aulas de geometria que eu escrevi "Outro Canto".
Mostrei para esse meu amigo, que adorou e me incentivou ainda mais a continuar escrevendo. Confesso que eu até concordei que a letra fosse bacana, mas não acreditei que pudesse escrever coisa muito melhor, nem ao menos algo tão bom quanto...
Foi então que eu escreví "Aquilo Que Eu Finjo Ser"...
Mas poderia ter sido sorte. Poderia ter sido um simples momento de inspiração, raro, único. Eu não queria me iludir com uma mentira...
E então eu escreví "Todo o Sentido"...
E daí eu percebí que não era apenas sorte.
Eu PODIA fazer aquilo! Eu realmente conseguia escrever boas letras!
No fim daquele ano eu já tinha várias letras escritas. Claro, algumas eram completamente descartáveis... mas tinha um pequeno grupo de letras que eu reconhecia: elas eram boas!
Mas eram só "letra"...
Faltava a "música" em sí.
Comecei pela primeira de todas.
E, aos poucos, foi surgindo toda a melodia que serviria de caminho para "Outro Canto".
Uma já foi... várias ainda teriam que vir.
Como no caso das letras, eu teria que provar pra mim mesmo que não tinha sido sorte. Eu teria que provar pra mim mesmo que eu podia criar uma boa música, em toda sua totalidade.
E então vieram as outras. Algumas ruins, algumas boas, algumas estranhas... algumas que não serviriam nem para trilha sonora de Malhação.
Mas sim, eu conseguia fazer música. E era isso que importava.
E foi então que chegou o ano de 2005...
E foi então que chegou a faculdade...
E foi então que eu percebí que tudo tinha que ficar mais sério...
Mas deixemos isso pra outro post, sim...
Precisamos manter o suspense!
domingo, 8 de julho de 2007
O começo...
Certo... isso vai ser estranho...
Mas espero que ainda possa ser útil, algum dia!
Bom, pra começar... meu nome é Thiago, e eu tenho uma banda!
Ok, não é exatamente uma "banda". É mais um PROJETO de banda.
Sim, nós temos os integrantes...
Sim, nós temos as músicas...
Sim, as músicas são boas...
Sim, nós achamos que temos algum futuro...
Mas sempre existe o outro lado, também:
Não, nós nunca tocamos juntos em publico...
Aliás, nós nunca tocamos juntos!!!
Acho que é melhor eu explicar tudo do começo, só pra fazer juz ao título deste post...
Devia ser começo de 2003 quando eu comecei a frequentar algumas aulas de violão, no Clube Banespa. Eu lembro bem que era meu último ano de colégio, e tudo estava mudando muito rápido... a maioria dos meus amigos ainda faziam parte do meu colégio antigo, do qual eu saí no fim da oitava série, e os que eu tinha feito no colégio novo eram um ano mais "avançados" que eu, e se formaram naquele verão. Era um começo de ano realmente triste, e eu resolvi ocupar um pouco minha cabeça.
- Aulas de violão! - Dizia minha mãe...
- Eu não tenho talento! - Eu rebatia...
- Isso vc não tem como saber! - Dizia minha mãe...
E depois da centésima discussão, eu resolvi me dar por vencido.
No primeiro sábado de aula, a turma era eu e mais um garoto, que ainda não tinha aparecido. Fiquei sabendo que ele já estudava música há um bom tempo, e que devia aparecer mais pra metade da aula. O professor já tinha colocado na minha frente a cifra de "Flores", dos Titãs, quando ele chegou. Um garoto alto, grande, com os cabelos ainda molhados. Parecia ser mais velho do que era. Eu levantei, fomos apresentados e apertamos as mãos, do jeito mais impessoal possível. Nesse momento, eu conhecia Rodrigo Chapchap.
Preciso confessar uma coisa: eu sempre fui péssimo pra fazer amizades! Sempre fui tímido, nunca tomei a iniciativa de conhecer ninguém. Aqueles que eram meus amigos eram os únicos culpados dessa amizade, pois foram eles que se aproximaram. Por esse motivo, eu achei que as aulas de violão seriam aquilo: Eu e o outro aluno trocando um "oi" todo começo de aula, e um "tchau" ao final. Até porque eu logo percebí que o tal Rodrigo era um cara quieto, calmo.
Devia ser a terceira ou quarta aula quando, por puro tédio (nosso professor estava se esforçando para conseguir escrever as cifras de "Sozinho" numa folha de papel), eu resolví olhar para meu relógio, verificando quanto tempo faltava para o fim daquela sonolenta aula. Nesse mesmo momento, o tal de Rodrigo olhou para o relógio preso na parede da sala, buscando o mesmo consolo que eu. Nos olhamos e começamos a rir, como duas pessoas que falam a mesma palavra ao mesmo tempo, ou uma pessoa que acaba por concluir o pensamento da outra.
Esqueçam o que eu escreví lá em cima...
Esse sim foi o real momento que eu conheci Rodrigo Chapchap!
O que aconteceu foi o que acontece naturalmente em uma amizade. Jogavamos tênis de mesa depois das aulas, ele me apresentou outras pessoas, e acabamos montando um grupo de amigos, que se encontravam no clube para conversar.
Formamos uma banda com outros alunos, e creio que tocamos em pelo menos 3 apresentações no clube, nem sempre com os resultados esperados.
Essa época pode ser considerada os primórdios daquilo que, um dia, seria o Projeto que eu citei no começo deste post.
O resto, eu escrevo no próximo!
Nada mau para um começo, não é...?
Nada mau mesmo...!
Mas espero que ainda possa ser útil, algum dia!
Bom, pra começar... meu nome é Thiago, e eu tenho uma banda!
Ok, não é exatamente uma "banda". É mais um PROJETO de banda.
Sim, nós temos os integrantes...
Sim, nós temos as músicas...
Sim, as músicas são boas...
Sim, nós achamos que temos algum futuro...
Mas sempre existe o outro lado, também:
Não, nós nunca tocamos juntos em publico...
Aliás, nós nunca tocamos juntos!!!
Acho que é melhor eu explicar tudo do começo, só pra fazer juz ao título deste post...
Devia ser começo de 2003 quando eu comecei a frequentar algumas aulas de violão, no Clube Banespa. Eu lembro bem que era meu último ano de colégio, e tudo estava mudando muito rápido... a maioria dos meus amigos ainda faziam parte do meu colégio antigo, do qual eu saí no fim da oitava série, e os que eu tinha feito no colégio novo eram um ano mais "avançados" que eu, e se formaram naquele verão. Era um começo de ano realmente triste, e eu resolvi ocupar um pouco minha cabeça.
- Aulas de violão! - Dizia minha mãe...
- Eu não tenho talento! - Eu rebatia...
- Isso vc não tem como saber! - Dizia minha mãe...
E depois da centésima discussão, eu resolvi me dar por vencido.
No primeiro sábado de aula, a turma era eu e mais um garoto, que ainda não tinha aparecido. Fiquei sabendo que ele já estudava música há um bom tempo, e que devia aparecer mais pra metade da aula. O professor já tinha colocado na minha frente a cifra de "Flores", dos Titãs, quando ele chegou. Um garoto alto, grande, com os cabelos ainda molhados. Parecia ser mais velho do que era. Eu levantei, fomos apresentados e apertamos as mãos, do jeito mais impessoal possível. Nesse momento, eu conhecia Rodrigo Chapchap.
Preciso confessar uma coisa: eu sempre fui péssimo pra fazer amizades! Sempre fui tímido, nunca tomei a iniciativa de conhecer ninguém. Aqueles que eram meus amigos eram os únicos culpados dessa amizade, pois foram eles que se aproximaram. Por esse motivo, eu achei que as aulas de violão seriam aquilo: Eu e o outro aluno trocando um "oi" todo começo de aula, e um "tchau" ao final. Até porque eu logo percebí que o tal Rodrigo era um cara quieto, calmo.
Devia ser a terceira ou quarta aula quando, por puro tédio (nosso professor estava se esforçando para conseguir escrever as cifras de "Sozinho" numa folha de papel), eu resolví olhar para meu relógio, verificando quanto tempo faltava para o fim daquela sonolenta aula. Nesse mesmo momento, o tal de Rodrigo olhou para o relógio preso na parede da sala, buscando o mesmo consolo que eu. Nos olhamos e começamos a rir, como duas pessoas que falam a mesma palavra ao mesmo tempo, ou uma pessoa que acaba por concluir o pensamento da outra.
Esqueçam o que eu escreví lá em cima...
Esse sim foi o real momento que eu conheci Rodrigo Chapchap!
O que aconteceu foi o que acontece naturalmente em uma amizade. Jogavamos tênis de mesa depois das aulas, ele me apresentou outras pessoas, e acabamos montando um grupo de amigos, que se encontravam no clube para conversar.
Formamos uma banda com outros alunos, e creio que tocamos em pelo menos 3 apresentações no clube, nem sempre com os resultados esperados.
Essa época pode ser considerada os primórdios daquilo que, um dia, seria o Projeto que eu citei no começo deste post.
O resto, eu escrevo no próximo!
Nada mau para um começo, não é...?
Nada mau mesmo...!
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