quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Trilogia

Não posso explicar muita coisa dessas 3 musicas...
Basta dizer que as três contam uma só história.
Dizer mais seria estragar o entendimento de cada um sobre essa mesma história.
Por isso...

Espero que gostem.


À Uma Amiga

Quem
Olhar pra mim
Não só verá
Alguém
Que ama, mas também,
Verá alguém
Que nunca mais verá
Amor...

Quem
Olhar pra mim
Verá
Um infeliz,
No poço que cavou,
Buscando um amor
Que jaz no coração
De outro...

Faz cicatrizar
O que o tempo nunca vai poder curar.
Se eu quero te esquecer
Terá que ser por mim.
Se tem que ser assim,
Eu vou deixar você pra trás.
Já foi longe demais.
Pois pensar em você
Parece tão errado.
Ninguém quer me entender
E nem me dar razão.
Se tudo foi em vão
Melhor...

Não...
Não pode ser assim...
Eu não vou mais deixar
Aquele que te ama separar você de mim.
Ninguém pode curar
O estrago que me fez.
Não vou fingir que não,
Meu coração agora é seu.
Já é tarde demais.
Eu já deixei demais.
Eu já fechei os olhos pra não machucar ninguém.
Perdão mas, dessa vez,
Preciso me fazer
Feliz...


A Traição

Deixa só eu terminar
Tudo o que eu tenho pra dizer.
Nunca quis te magoar,
Mas não vejo outra solução.
Depois de me escutar,
Faça o que quiser de mim.
Juro que nunca pensei
Que tudo fosse ser assim...

Me perdoa a traição
(Se é assim que você quer chamar).
Quem decide é o coração
Por quem ele vai se apaixonar.
E mesmo sem ter a certeza
Se vai valer a pena ou não,
Decidi por te contar
Porque vai ser melhor assim...

E eu não vou mais tentar mudar,
E não vou mais me esconder.
Pois se correr te faz melhor,
Pode ficar longe de mim.

E você pode me odiar,
Mas tente ao menos entender...
Se acontecesse com você,
Você faria igual a mim.



Desculpas

Perdi minha desculpa
Ao me livrar da culpa de ser seu.
E agora o que me resta
É desfazer a minha solidão.
Tornar realidade
Aquilo que o destino já escreveu.
Fazer valer a pena,
Depois de machucar um coração.

Se o tempo já matou a nossa culpa,
Então não há mais nada o que fazer.
E mesmo que não dure muito tempo,
Já vai valer o tempo que durar.
Se o acaso quis pregar alguma peça,
Não vou tentar prever o amanhã.
Já não me importa o quanto vai dar certo,
Contanto que eu esteja com você...

Usei como desculpa,
Praticamente tudo o que encontrei.
Tornei tão complicado
Aquilo que beirava a perfeição.
Não tive competência
Pra corrigir aquilo que errei.
Te tirei da minha vida
Pra te ter na minha imaginação.

Se não há mais desculpas,
Então não há mais nada o que dizer...

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Levanta, sacode a poeira...

Um dia, um amigo meu chegou e perguntou por que eu nunca fiz uma letra de música otimista...
Falou que todas minhas letras mostravam pessoas "fudidas na vida", "desprezadas" e "corações partidos".
E nenhuma delas apresentava perspectivas de melhora.
Como se eu só contasse o problema, sem me aprofundar na solução.

Pessoas traídas, amores impossíveis, suicídio, abandono, solidão... sai dessa, porra!!!
Toda situação ruim pode ter um final feliz...

E realmente, eu nunca tinha escrito nada do tipo "levanta, sacode a poeira, dá a volta por cima".

Foi desse "desafio" que saiu a letra a seguir.
Sim, ela é sobre um fudido na vida.
Sim, ela é sobre tristeza.

Me disseram que as pessoas vêem muito mais graça na tristeza que na alegria.
É da tristeza que vem o drama e é da tristeza que vem o humor.
Como mostra bem uma letra do Pato Fu:
"As brigas que ganhei... nem um troféu como lembrança pra casa eu levei. As brigas que perdi... essas sim, eu nunca esqueci."
A felicidade é banal.
É a tristeza que realmente marca.

Mas toda história triste pode ter um final feliz. Certo?
Esse é o final feliz que eu imaginei pra cada "fudido na vida" que eu criei.
Pra cada medroso, pra cada perdedor.
Pra cada coração partido.

É diferente, é estranho, é sem-graça...

Espero que vcs gostem...


Recomeço

Correndo a se esconder,
Deu razão pra solidão.
Mas logo percebeu
Que não era a solução.
Conteve a timidez, mudou assim...
Gelou ao se entregar
A uma nova relação,
Surpreso ao perceber
Essa nova atração.
Fechou os olhos e parou de tremer...

Se libertou do seu medo sem fim,
E percebeu que não foi tão ruim.
Cruzou os dedos, se extroverteu.
Tampou os olhos mas não se perdeu.
Abriu os olhos depois de rezar
E decidiu que ia recomeçar.
Chamou o mundo que um dia o perdeu
E apresentou seu verdadeiro “eu”...

A vida o libertou
Daquela escura prisão.
Coragem não faltou
Pra mudar sua situação.
E o mundo engrandeceu sua visão...

E fez no cérebro uma longa lavagem.
E reciclou a sua identidade.
Olhou o inferno e não mais se escondeu.

Se libertou do seu medo sem fim,
E percebeu que não foi tão ruim.
Cruzou os dedos, se extroverteu.
Tampou os olhos mas não se perdeu.
Abriu os olhos depois de rezar
E decidiu que ia recomeçar.
Chamou o mundo que um dia o perdeu
E apresentou seu verdadeiro “eu”...

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Precisa de título???

A pedidos...
Nova letra de música.

Tem alguns momentos que a letra simplesmente surge, do nada...
Sem vc nem se esforçar muito...
Ela simplesmente aparece.

Esse foi um dos casos.

Acho que ela fala de chances perdidas para o medo.
Pelo menos foi isso que eu entendi quando acabei de escrever. Geralmente eu só entendo realmente uma letra depois que ela está 100% pronta.
Como se ela contasse pra mim tudo aquilo que eu não sei, ou tenho medo de saber...

Espero que gostem.


Pelo Sofrer

Prefiro amar e nunca ter
Do que viver sem nunca amar.
E se meu peito é o que me dói,
Esse é o preço a se pagar.
Pois já cansei de refletir
O que há entre o céu e o mar.
Se eu preciso optar,
Eu escolho pelo sofrer...

Prefiro chorar ao te ver
Do que viver sem enxergar
Que, na verdade, o que me fez
Foi o que fez a qualquer um.
E que a chance que eu perdi
Nunca mais se repetirá.
Se o que me resta é sonhar,
Eu escolho pelo sofrer...

Prefiro ser o que eu quiser
Do que viver sem me frustrar.
Pois, se ao menos eu tentar,
Quem sabe eu possa merecer.
E todo o amor que tem em mim
Pode existir em mais alguém.
Entre o medo e a solidão,
Eu escolho pelo viver...!

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Projeto... sem assunto.

Eu prometi pra mim mesmo que não ia escrever nada aqui se eu não tivesse realmente o que escrever...
Mas depois de um mes, não dá pra deixar isso aqui sem nada, né!
Então eu decidi...
Sempre que eu estiver sem noticias sobre a banda (ou acontecimentos pessoais como no posto anterior), eu coloco uma letra nova por aqui.
Não prometo que serão letras novas, inéditas ou exclusivas...
Escolherei aleatoriamente!

Só pra informar, o Projeto ta dando um tempo por culpa de provas, trabalhos e afins...
Bom... o jeito é esperar até que todos estejam livres!

A música que eu vou colocar hoje foi escrita no fim do ano passado, quando eu passei um dia sozinho em um apartamento no Guarujá bebendo vodka...
Espero que gostem...


Redenção

Soltou minha mão e se entregou.
Ninguém mais sabe pronde foi.
Cruzou os dedos e sentiu
O fim se aproximar...
Cravou na pele a negra cruz.
Falou que encontrou Jesus.
E deixou todo seu passado
Para trás...
Se confessava todo mês
E renegou tudo o que fez.
Se engrandeceu e prometeu
Que tudo ia mudar...
Se dedicou à oração
E libertou seu coração,
E foi então que percebeu
Que ainda podia amar...

Tirou um tempo pra pensar
E viu o quanto ia durar.
Não resistiu à tentação.
Se viu na hora de partir
E não tinha como fugir,
E o medo então o dominou...

Rompeu a sua devoção,
E então tomou a contra-mão
Ao perceber que nada mais
Ia machucar seu coração.
Não viu a sorte lhe sorrir
Mas viu que tinha que agir,
E não havia muito tempo a perder...

Se aquilo tudo era o fim,
Não deixaria que seu fim
Não fosse pelas próprias mãos.
Não hesitou em atirar,
Sentiu o seu corpo tombar
Para alcançar a redenção...
A redenção...