terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

E afinal, como foi o maldito show, Brancatelli...?

Depois de 48 horas, eu já me sinto pronto para expressar todos meus sentimentos sobre a tão aguardada (pelo menos por mim) primeira apresentação do Projeto Murphy para mais de... bem, para mais de 6 pessoas!!!
Depois de 3 anos de banda, finalmente tocamos para um publico grande (acho que devia ter mais de 50 pessoas, se pá!!!) e o show não podia ser mais a cara do Projeto...
Principalmente porque Murphy resolveu dar uma passada para ver se estavamos honrando o seu nome...!

Bom, vamos desde o começo:


Depois de um bom ensaio no sábado, nós nos sentiamos prontos para abalar as estruturas da musica brasileira e entrar de cabeça no primeiro time formado por nomes como Ivete Sangalo, Charlie Brown Jr e Babado Novo. Com essa confiança toda, posso dizer que comecei o dia 24 de um único jeito:

Tremendo!!!

Depois de passar confirmando horários com os mais desavisados e distribuindo os convites que faltavam, coloquei minha guitarra no carro, peguei as partes necessárias da bateria na casa do Brás (cortesia da nossa amiga Mírian, que sempre irá morar nos nossos corações), passei na casa da (nossa empresária profissional) Renatinha para pegar o telefone de um dos organizadores e fui para a frente da Cásper, pegar o Marcelo (que depois descobriu ter esquecido o ingresso em sua casa, na Pompéia, e entrou no show usando um bem vindo - e até aquele momento desconhecido - ingresso VIP) e o Velho Punk, as 4 e meia.
Quase que por milagre, o Marcelo estava lá na hora marcada (e por isso ele sempre irá morar no meu coração)... o que não pode se dizer do nosso baterista, que por culpa da chuva, ainda não havia saído de sua casa, na Zona Norte. Mas finalmente, uma hora e dez minutos depois, lá estava ele na Paulista, com um sorriso que me impediu de enfiar suas próprias baquetas em um lugar onde a luz não bate.
Chegamos no SubJazz as 6 e qualquer coisa, esperando que tivesse acontecido algum atraso com as bandas, visto que estávamos marcados para tocar láááá pelas 6. Para nossa surpresa, descobrimos que o atraso aconteceu mesmo, e que tocaríamos apenas as 8 e meia da noite!!!!!!! Após comunicarmos nossos fãs que já estavam no local, fomos conhecer o palco onde faríamos nossa estréia. Adentramos a casa escura, passamos por uns garotos de 15 anos jogando sinuca como se já tivesse idade o suficiente para beber e cruzamos a porta que dava para o forno... digo, para o palco! E foi então que eu descobri minha visão do Inferno era muito ingênua, pois eu ainda não conhecia o SubJazz!!!
Falar mais que isso seria diminuir o inpacto que aquele lugar nos causou. O som era ruim, o vocal era inexistente e as bandas... meu Deus, as bandas... eram formadas por crianças que achavam que NXZero, Fresno e a Dança do Créu foram o ponto alto da música mundial do ano passado. E o público não ficava atrás, olhando para aquelas bandas como se assistissem a Carlos Santana tocando no Woodstock...
O tempo foi passando e, perto das 8 e meia, fui falar com o garoto gordo e folgado que estava com a lista de bandas. Perguntei quantas bandas tocariam antes da entrada triunfal do Projeto Murphy, e para a minha feliz surpresa ele disse que eramos a próxima!
Avisei todos os meus miguxos, convoquei a banda e nos concentramos ao lado do palco, já com nossos intrumentos. Quando a banda deu seu último acorde e já nos preparávamos para subir, percebemos que um rapaz já estava montando sua bateria no palco. Dissemos que NÓS eramos a banda que tocaria, e ele disse que ELES eram a banda que tocaria. Como eles já estavam com tudo no palco, resolvemos deixa-los tocar e ficamos esperando por lá mesmo.
Depois de covers emos e uma versão bizonha em português de "I'm sorry, I can't be... perferct", eles se despediram do público e deram lugar à real atração da noite.

Sim, era a nossa vez!!!

Subimos no palco, arrumamos a bateria, afinamos as guitarras, testamos o microfone e quando eu estava prestes a dar um B seguido de um G#m, um C#m e um F#, o Chapchap me vira e diz, com terror nos olhos:
- O amplificador não tem distorção.
Nesse momento, um flashback vem à minha cabeça, e eu lembro nitidamente de ler o e-mail mandado por um dos "organizadores" do evento dizendo "os amplis têm entrada para pedaleira, mas vocês também podem usar a distorção deles mesmos"... sim, eu estava com uma pedaleira, e o Chapchap também estava com a dele, mas não tinhamos cabos o bastante. Depois de implorarmos por um cabo pelo microfone e imaginarmos que músicas tirar do set, eis que surge uma pessoa em seu cavalo branco, segurando um cabo de guitarra com um sorriso no rosto e um brilho em seus olhos azuis...
Sim, seu nome era Rodrigo Brancatelli, e ele estava lá para ajudar seu irmão mais novo!
Com tudo pronto, iniciamos a primeira música, Outro Canto... a qual confesso que errei bastante. Ao final, aumentamos a guitarra do Chapchap (que ficou quase imperceptível) e o vocal. Passamos para Por Você e emendamos Todo o Sentido (que mesmo com o Velho Punk se perdendo no meio da música, ficou até aceitável para aqueles que não a conheciam).
Foi nessa hora que um dos caras da produção, um garoto de chapéu na cabeça e menos de 15 anos na cara, nos disse que tinhamos tempo para apenas mais duas músicas. Perguntamos incrédulos "O QUE???", e ele repetiu o que tinha dito. Disse que haviamos demorado demais para arrumar as coisas (por culpa deles!!!) e que estava tudo muito atrasado e que teriam que encurtar ainda mais nosso show. Apesar das vaias do público, resolvemos tocar para não perder mais tempo. Tocamos Solidão quase que perfeita, e ao final de mais uma discussão com a criança de chapéu, conseguimos tempo para tocar mais duas músicas. Tocamos Say It Ain't So (uma das covers que tinhamos preparado) e imendamos Aquilo Que Eu Finjo Ser, considerada pela maioria como o ponto alto da noite. Ao tirar o equipamento do palco, só recebemos elogios, provando que o público que estava lá para nos assistir era o melhor que poderíamos ter! E por isso que, mesmo com a falta de organização, mesmo com a merda de som, mesmo com produtores de menos de 15 anos querendo ferrar a gente, mesmo tocando em um lugar que só pode ser descrito como tenebroso e mesmo com músicas tocadas 2 vezes mais rápidas do que deveriam ser, toda a noite valeu a pena!

Esse post é, acima de tudo, para agradecer a todos aqueles que ficaram naquele lugar até as 9 e meia da noite, mesmo que rodeados de emos e mesmo com a cerveja a 3 reais...
A todos aqueles que aguentaram até o fim apenas para assistir 4 babacas se divertirem...
Só posso dizer muito obrigado!!!!!

Prometemos que acontecerão outros shows...
E que serão muito melhores!!!!!

Quem viver, verá...!

sábado, 23 de fevereiro de 2008

E seja o que Deus quiser...

É amanhã...

Depois de 4 anos apenas imaginando como deve ser tocar para um público, em mais ou menos 24 horas essa pergunta será respondida!!!
Se eu estou nervoso???
Bobagem...

Em meia hora, tentaremos tocar seis músicas da banda e duas covers.
E rezaremos pra que nada dê errado... é nessas horas que vc se arrepende de ter colocado o nome de Projeto Murphy na sua banda!!!

Juro que não sei o que esperar desse show, assim como não sei o que escrever por aqui que traduza toda a empolgação que eu estou sentindo nesse momento...
O que eu posso prometer é que daremos tudo de nós.
E tentaremos fazer o melhor show possível!!!

Passo por aqui na segunda para contar como foi.
Sei que nem todos que passam aqui pelo blog terão a chance de estar no SubJazz na noite desse domingo...

Bjo nas crianças...
E seja o que Deus quiser!!!